Inservíveis
para o transporte,
úteis para a economia e meio ambiente
Asfalto
ecológico e tapetes são apenas dois entre muitos
produtos que resultam da reciclagem de pneus
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o produto |
Você
certamente já deve ter ouvido a frase “na natureza
nada se perde, tudo se transforma”. Esta máxima
se aplica de forma ainda mais interessante quando falamos
de pneus. Mesmo depois de milhares de quilômetros rodados,
eles não se tornam completamente descartáveis.
A partir dos processos de reciclagem, as carcaças de
pneus velhos transformam-se para a produção
de novos produtos (veja
quadro abaixo).
Por
meio do Programa de Coleta e Destinação de Pneus
inservíveis realizado pela ANIP (Associação
Nacional da indústria de Pneumáticos), grande
parte destes componentes são encaminhados para os Ecopontos.
Espalhados por todo o País, os Ecopontos são
estabelecimentos cobertos e limpos onde se armazenam os produtos
descartados que, posteriormente, serão triturados e/ou
enviados inteiros para as empresas de reciclagem.
Transformação
No
Brasil, existem diversos locais que transformam os pneus em
matéria-prima para ser utilizada em diferentes aplicações.
No entanto, apenas 30 deles possuem parceria com a ANIP e
são homologados pelo Ibama (instituto Brasileiro de
Meio Ambiente e dos recursos Naturais renováveis).
Os
produtos resultantes da reciclagem de pneus são variados
e atendem a diversas aplicações e mercados.
A durabilidade, estanqueidade e maciez da borracha faz com
que seu reaproveitamento seja visto como atividade economicamente
atrativa, e com isso o número de novos produtos nascidos
da reciclagem de pneus segue crescendo. Hoje já existem
encanamentos de córregos e combustíveis fabricados
com base nesta técnica.
O
material resultante do reaproveitamento dos pneus pode ser
encontrado ainda em solados de sapatos, tapetes de automóveis
e em meio aos componentes usados na produção
do “asfalto ecológico”, assim chamado por
contribuir para a preservação do meio ambiente.
Antes
de confeccionar as novas peças, é preciso separar
a borracha dos metais – estes são repassados
às empresas de reciclagem de metais. O material restante
é então cortado em lascas e peneirado, moído
e submetido a procedimentos de desvulcanização.
Cada
empresa de reciclagem faz a trituração de modo
diferente, de acordo com seus processos produtivos. Em alguns
casos os pneus são transformados em grãos maiores,
em outros dão origem a grãos menores ou pós.
Referência
nacional no segmento de reciclagem de pneus, a CBl Comércio
e reciclagem de Borracha reprocessa o produto para três
utilizações: combustível, componente
para asfalto ecólogico e laminação (tapetes
de autómoveis, solados e outros). Segundo Amauri Marchi
Junior, diretor de produção da CBl, grande parte
dos pneus processados é empregada na produção
de combustível para cimenteiras. “Das 200 toneladas
movimentadas por dia pela CBl, 75% são direcionadas
a esta finalidade”, afirma.
Piso do futuro
Um
dos itens que vem ganhando destaque no mercado é o
asfalto ecológico. “Este tipo de pavimento oferece
características mecânicas bem melhores que o
tradicional”, explica Álvaro Greenhalgh, gerente
da
reciclanip. “Ele apresenta maior grau de impermeabilidade
e sua manutenção é mais econômica”,
observa. Um estudo do instituto de Pesquisas Tecnológicas
da Universidade de São Paulo (USP) revelou que já
existem investimentos para a utilização deste
tipo de asfalto nas regiões Nordeste e Centro-Oeste
do Brasil.
Outro
exemplo de sucesso na aplicação da borracha
oriunda do pneu pode ser observado na Fábrica de Piso
Sintético para Pistas de Atletismo Ministro Agnelo
Queiróz, de Feira de Santana (BA). A fábrica
produz pisos de borracha que equipam quadras poliesportivas
e pistas de atletismo em ginásios e escolas.
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