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com o piloto André Azevedo:
e-mail: club.truck@pirelli.com.br,
ou escreva para Av. Capuava, 603
CEP 09111-000 - Santo André - SP |
Paixão
por
pilotar
caminhões
Eu tinha apenas 12 anos quando o meu amor pelos esportes de
velocidade começou. Morava nos Estados Unidos e, naquela
época, costumava assistir aos campeonatos californianos
de bicicross, que eram transmitidos pela televisão.
Aquelas imagens me atraíram desde sempre. Quando jovem,
já no Brasil, convenci meu pai a comprar uma moto.
Ele me deu uma “cinqüentinha”, que eu costumava
pilotar no sítio. Apesar da baixa potência, eu
a adorava.
Anos
mais tarde troquei de moto, e o motocross tornou-se minha
paixão. Participei de importantes campeonatos brasileiros,
mas acreditava que viver deste esporte seria muito difícil,
por isso nunca deixei os estudos de lado. Fiz curso técnico
em mecânica, ingressei na universidade e me formei em
Engenharia Civil, profissão na qual atuei por 15 anos.
Mas
a paixão pelas corridas tornou-se tão forte
que, em 1988, resolvi participar pela primeira vez do Rally
dakar. Fui o primeiro brasileiro a competir na disputa e,
até hoje, já foram 10 atuações
nas motos (com uma vitória), uma participação
pilotando carros e outras nove nos caminhões, com 2º,
4º e 5º lugares alcançados.
Um
dos momentos mais marcantes da minha carreira foi a mudança
da categoria motos para a dos caminhões. Na primeira
vez que participei do Rally dakar, ainda na motocicleta, um
caminhão enorme me ultrapassou a mais de 160 km/h,
espirrando pedras para todo lado. Fiquei intrigado: como um
veículo tão grande conseguia andar naquela velocidade?
Foi assim que nasceu a minha vontade de pilotar um caminhão.
Dez
anos mais tarde, a equipe Petrobras Lubrax, na época
formada apenas por pilotos de carro e moto, convidou-me para
finalmente pilotar um caminhão em provas de alta competitividade,
como o Rally dos Sertões e o próprio dakar.
Aceitei na hora.

Miniatura do caminhão Tatra confeccionada
por um fã na República Tcheca: realismo |
Sem
fronteiras
Nestes
anos de estrada, o que me deixa muito contente é o
reconhecimento do público. Quando paro o veículo
de competição nos Truck Centers espalhados pelo
País, os outros motoristas vêm conversar para
saber que tipos de pneus eu uso, a pressão que utilizo
e a potência do caminhão, entre outras curiosidades
comuns. Quando visito o estande da Pirelli nas feiras técnicas,
as pessoas também vêm falar comigo, e isso é
muito bacana! Alguns pedem para subir no caminhão e
tirar fotos, e quando não temos bons resultados também
nos dão apoio. Por onde passo, vejo o carinho das pessoas
que acenam.
No
Dakar deste ano, ganhei uma miniatura do meu caminhão
feita por um fã que mora na República Tcheca.
O mais interessante é que o rapaz fez uma cópia
fiel à realidade do meu veículo que, no ano
passado, perdeu uma parte da traseira, devido aos rigores
da prova. É gratificante ver que o nosso trabalho alcança
o coração das pessoas, mesmo além das
fronteiras.
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